Postado em 12/03/2026
Nesta entrevista esclarecedora, a Dra. Joseane Zanardi, presidente da Comissão de Direito Previdenciário da OAB-SP, detalha a dura realidade de quem possui doenças graves e aguarda na fila nacional do INSS. Mesmo com leis que garantem prioridade, o sistema administrativo apresenta falhas que ignoram a gravidade de certos quadros clínicos.
A especialista explica como o segurado pode agir diante da demora e quais são os caminhos para garantir que seus direitos sejam respeitados, mesmo quando a perícia acontece meses após a recuperação.
Assista ao vídeo para entender:
A Falha na Prioridade de Doenças Graves: Embora a legislação preveja atendimento prioritário, o sistema do INSS coloca todos os pedidos de afastamento em uma "fila comum". Não há um campo específico para sinalizar diagnósticos graves (como o câncer), o que desrespeita a prioridade legal no âmbito administrativo [
Estratégias para Agilizar o Pedido: A Dra. Joseane recomenda o uso da ouvidoria do INSS através do portal Fala.BR. Registrar a insatisfação gera provas documentais e estatísticas que chegam à Corregedoria Geral da União, podendo pressionar por uma solução [
Caminhos Judiciais (Mandado de Segurança): Quando a via administrativa esgota ou demora demais, a alternativa é o Judiciário. O "Mandado de Segurança" pode ser uma ferramenta rápida para obrigar o INSS a realizar a perícia médica que está travada [
Direito ao Retroativo após a Recuperação: Caso a perícia demore tanto que o segurado já tenha se recuperado e voltado a trabalhar, ele ainda tem direito a receber pelo período em que esteve incapacitado. O perito deve analisar o histórico médico e os documentos da época do afastamento [
Instabilidade e Falhas no Sistema: A advogada relata períodos críticos de inoperância do sistema "Meu INSS", que chega a ficar dias sem concluir solicitações de benefícios por incapacidade. A orientação é printar telas de erro e anotar protocolos do 135 para comprovar as tentativas de acesso [
A Importância de Documentar Tudo: Para quem precisa recorrer à justiça ou à ouvidoria, é vital reunir fotos de telas fora do ar, laudos médicos detalhados e comprovantes de que a prioridade não foi respeitada. Isso fortalece a base de qualquer pedido judicial [
Entrevista Completa:
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